Biografia

MINHA HISTÓRIA
LOGO NO COMEÇO
1986 | 1987
1988 | 1989
1990 | 1991
1992 | 1993
1994 | 1995
1996 | 1997
1998 | 1999
2000 | 2001
2002 | 2004
2008 | 2011
2013 | 2014
2015 | 2016
2017

MINHA HISTÓRIA

Sou de João Pessoa, na Paraíba, meus pais tinham três filhos homens e queriam uma menina. Depois de 17 anos eu nasci, Maria Miranda. Quando completei oito anos, a família veio tentar a sorte em São Paulo. Meus irmãos se tornaram professores. Eu, concluído o curso colegial, pegava o violão e matava as aulas do cursinho. Queria ser cantora. Apanhei. Fui quase interna, pois eles sonhavam que a única filha fosse professora. Naquele tempo, violão, música e vida noturna não eram o ideal de uma família como a nossa, que migrou para a cidade mais rica do país. Acontece que eu tinha um sonho e uma determinação. Eu queria ser artista, compositora, cantora. Para isso, trabalhei arduamente por quatorze anos em bares e casas noturnas e me tornei Roberta Miranda. Em São Miguel Paulista, para onde viemos, descobri que Hermeto Paschoal morava na mesma rua. Fugia para a casa dele e ficava quietinha vendo ele trabalhar. Mamãe ia me buscar, pedia desculpas por eu estar incomodando, mas ele me salvava sempre, dizendo que não atrapalhava em nada. Eu respirava fundo e seguia atrás do meu sonho. Aos 16 anos, comecei a cantar em bares e acabei sendo contratada para abrir os shows do Beco e do Jogral, em São Paulo, na época o reduto da Bossa Nova. Abri show para Fafá de Belém, Rosemary e quem mais estivesse sendo dirigido por Abelardo Figueiredo ou Augusto César Vanucci.

Eu queria cantar, cantar e compor loucamente e, se possível, ser ouvida e entendida. Naturalmente, apareceu um empresário de conversa bonita, dizendo gostar das minhas composições e pensando torná-las conhecidas. Fiquei em êxtase, mas quando soube que o meu nome não seria citado mas que ganharia um bom dinheiro, objeto de extrema necessidade, o meu sonho falou mais alto: não e não. Quero o meu nome aparecendo.

Continuei na minha vida de crooner, até que me aconselharam a ter cuidado com a noite, porque termina por criar alguns vícios perigosos para o canto. Parei por três anos. Enquanto isso trabalhava como maquiadora, assistente de estúdio, qualquer coisa que me permitisse comer e compor. Fiz 400 composições e bicos que me aproximavam dos artistas, das gravadoras, para oferecer as minhas músicas. Até que um dia mostrei “Majestade, o Sabiá”, numa gravadora. Eles gostaram muito e resolveram gravar. Foi um super sucesso e Jair Rodrigues vendeu quase um milhão de discos. Ainda não havia chegado a vez da cantora Roberta Miranda, mas a compositora fora reconhecida. Era um começo, pensei. Finalmente, gravei o meu primeiro disco. Eu tinha tanta sede, tanta vontade de vencer que perguntei ao meu maestro, Nelson Oscar, quantos discos teria que vender para que a gravadora me desse a oportunidade de gravar o segundo disco. Ele falou: “Roberta, para você pagar todo os custos terá que vender 5.000 cópias”. Eu pensei: “Vendo de porta em porta, vendo para minha família, vendo para os meus amigos”, cheia de empolgação. De repente, lancei o disco que tem a música “São tantas coisas”, como carro chefe. Viajei durante oito meses, por todo o Brasil divulgando o trabalho e um dia cheguei à fábrica da gravadora Continental e vi um caminhão carregado de discos. Eu, na maior simplicidade, cheia de curiosidade, comentei com o carregador: “Nossa, quantos discos!…Quantos têm aí? E ele respondeu que eram 100.000 cópias. “Quem é o artista?”, Perguntei. “É tudo seu, Roberta Miranda”…Fiquei parada, levitando, sentindo o chão fugir.

Depois de tanto me degladiar com o machismo, o venci às custas do meu talento e do desafio de dizer uma frase de extrema simplicidade e de grandes implicações. Não é fácil dizer EU QUERO. A mulher nasceu com todos os requisitos para ser vencedora. Só precisa tomar conhecimento do valor que representa a coragem de querer.

LOGO NO COMEÇO

Durante os 14 anos em que trabalhou como crooner nas casas noturnas de São Paulo, Roberta Miranda esperava a oportunidade de gravar. E foi conduzida por este sonho que ela impulsionou a sua carreira. Em sua história de vida nunca faltaram lutas e desafios, situações que ela soube administrar e transformá-las em conquistas marcantes. Roberta Miranda, portanto, deve ser considerada uma vencedora, a partir de seu estilo inconfundível e da busca incessante da qualidade em tudo o que faz. Seu público compreende este processo e é exatamente para os seus milhões de admiradores que a cantora e compositora continua a se mostrar inteira, procurando sempre se superar. Hoje, Roberta Miranda alcançou a marca de 22 milhões de discos vendidos.

1986 | 1987

1986 – Lança-se como cantora. Sai o primeiro disco (VOLUME 1). Em pouquíssimo tempo, as canções Meu Dengo, Chuva de Amor e São tantas coisas se tornam enorme sucesso. Resultado: Primeira artista da história da música popular brasileira a vender mais de 1,5 milhão de cópias. Discos de Ouro e de Platina.

1987 – O segundo CD (VOLUME 2) Roberta Miranda e o estouro de Vá com Deus, Esperança e Rei dos Reis resulta em quase um milhão de cópias vendidas. Roberta Miranda, carismática, conquista definitivamente o público, além de se tornar uma das compositoras mais requisitadas do Brasil.

1988 | 1989

1988 – Shows em São Paulo, capital e interior, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e Pará. Foram 150 apresentações.

1989 – A popularidade lhe rende o título de RAINHA DA CANÇÃO SERTANEJA. Em seu novo Roberta Miranda, canta com o coração, mantendo a emoção à flor da pele, ao demonstrar maturidade de grande intérprete. Show no Anhembi dirigido por Ronaldo Bôscoli.

1990 | 1991

1990 – O quarto disco da carreira (VOLUME 4), com destaque para as canções Marcas e Tudo em Você me Atrai. A música sertaneja já é considerada um fenômeno nacional. É o ano em que ela vai para Angola e cria o maior transtorno: as mulheres declaram greve de sexo aos seus parceiros, caso eles não comparecessem com os ingressos para o show de Roberta Miranda.

1991 – Dirigida por Walter Lacet, estréia no Rio de Janeiro, no Canecão. Um novo sucesso: SOL DA MINHA VIDA, primeiro disco que não leva o nome da cantora. No repertório, oito músicas de sua autoria, incluindo uma homenagem à terra natal (Tambaú), um bolero (Lição de vida) e uma regravação (Desespero de uma Noite).

1992 | 1993

1992 – Já são seis anos de estrada e mais de cinco milhões de discos vendidos, representando 15 Discos de Platina.

1993 – Roberta Miranda chega ao sexto lançamento (VOLUME 6) em sua carreira e conquista o coração dos portugueses, batendo a marca de mais de um milhão de cópias vendidas naquele país. O sucesso lhe rendeu um Disco de Platina duplo, sendo que naquela época Roberta ainda não havia se apresentado por lá. No Rio de Janeiro e São Paulo, show dirigido por Eduardo Dusek.

1994 | 1995

1994 – Sucesso absoluto com mais um disco (VOLUME 7) e a canção Vem pra Mim. Um ano difícil para Roberta.

1995 – Chega às lojas o oitavo trabalho (VOLUME 8). A canção Mistério é um hit nas rádios.

1996 | 1997

1996 – Novo disco (VOLUME 9), onde se encontra o forró tradicional e a primeira gravação que Roberta faz de uma música de Roberto Carlos, Eu te Amo, te Amo, te Amo. Sucesso com Um minuto a Mais, balada romântica que conta a história de um amor relâmpago que entra na trilha sonora da novela O REI DO GADO. No Rio de Janeiro, ela estréia um show dirigido por Waly Salomão. Shows em Portugal e nos Estados Unidos.

1997 – Lançamento de VIDA, décimo disco da carreira e primeiro pela PolyGram, além da sonhada gravação de Majestade, o Sabiá, música que a tornou conhecida no meio artístico, vendendo acima de 800.000 cópias na voz de Jair Rodrigues. O Disco de Ouro veio em tempo recorde: 140 mil cópias vendidas em dez dias. Roberta Miranda ocupa o posto de uma das cantoras mais bem-sucedidas do Brasil, com vendas sempre superiores a 400.000 cópias.

1998 | 1999

1998 – Uma trilha de amor que seguindo a tradição, inclui um forró, músicas suas, versões, um fado e um bolero. 1998 foi o ano de PAIXÃO, e do lançamento do site da cantora.

1999 – Um ano muito especial na vida de Roberta, que realizou um antigo projeto de cantar com o rei Reginaldo Rossi e fez um disco – CAMINHOS – bem mais autoral do que os dois últimos. Retorna à Angola, para inicialmente para quatro apresentações, que se transformaram em seis shows em apenas uma semana, em Luanda. Ela está de bem com a vida, muito bem e com novas esperanças.

2000 | 2001

2000 – Renovou o contrato com a Gravadora Universal e lançou o disco A MAJESTADE, O SABIÁ. O primeiro ao vivo, uma releitura de seus grandes sucessos e algumas boas novidades. Uma delas a música Um Dia De Domingo, de Sullivan e Massadas, um clássico da melhor música romântica, que voltou a frequentar as paradas de sucessos.

2001 – O CD HISTÓRIAS DE AMOR foi distribuído para as lojas em março. Roberta sorrindo na capa reforça o clima alegre das faixas, que vão do forró ao bolero mambo, sempre falando de amores, sedução, coisas da vida… Faz Amor Comigo, de Michael Sullivan e Carlos Colla, chega às rádios para confirmar o sucesso deste novo trabalho. Em novembro deste ano lança o CD TUDO ISTO É FADO, com clássicos como Ai Mouraria, Nem às paredes confesso e Só nós dois. Um presente de final de ano para os fãs daqui e do velho continente, e uma homenagem de Roberta a rainha do fado, Amália Rodrigues.

2002 | 2004

2002 – PELE DE AMOR é lançado no finalzinho de Agosto. O disco é o décimo sexto registro de seu trabalho de compositora e intérprete, que comprova, mais uma vez, a experiência e a sabedoria, adquiridas ao longo dos dezesseis anos de sua carreira, incomparavelmente bem-sucedida. Ao mesmo tempo, ao viajar por cada uma de suas 13 faixas, Pele de Amor ainda mostra um pouco da sempre-menina Roberta, aquela que na adolescência, seguiu corajosa e determinada seu sonho de ser artista.

2004 – É o ano de ALMA SERTANEJA. O esperado 17º disco da cantora é lançado em abril pelo selo da Maynard Music, gravadora criada por Marcos Maynard. O disco mescla a pureza da música da raiz sertaneja com o romantismo exacerbado em um total de 14 canções. Ainda antes do lançamento do disco, as rádios do país já executavam a balada Dois Em Um (Roberta Miranda), primeira faixa de trabalho, que fala do amor pleno, da entrega total.

2008 | 2011

2008 – É o ano que marca duas décadas de carreira e vinte discos lançados. O álbum SENHORA RAIZ traz desde a guarania Meu Primeiro Amor até o clássico caipira que batiza um filme de Mazzaropi, Tristeza do Jeca.

2010 – Um CD autoral é lançado, SORRIR FAZ A VIDA VALER, com destaque para uma parceria que muitos acreditariam improvável.  Roberta Miranda, MVBill e Dominguinhos misturam forró e rap em três vozes na música Forrepeando. De tão seu, Roberta Miranda divide também nesse trabalho a produção musical.

2011 – BOLEROS é o disco lançado neste ano com o título que dispensa descrições

2013 | 2014

2013 – Os vinte e cinco anos de carreira são presenteados com 25 ANOS AO VIVO EM ESTÚDIO, releitura de suas principais obras mais duas inéditas, Onde Mora o Coração, Quem sentiu essa última com a participação de Alcione. O disco ainda traz a regravação de Café da Manhã de Roberto e Erasmo.

2014 – A consagrada cantora romântica declara seu amor a Roberto Carlos em ROBERTA CANTA ROBERTO, um tributo da rainha sertaneja ao rei da música brasileira.

2015 | 2016

2015 – A maior cantora da música sertaneja, referência já de uma nova geração,  grava a música autoral  Acho que esqueci de mim com a dupla Henrique & Juliano e lança clipe. Reconhecimento com o título  de melhor cantora no “Premio da Música Popular Brasileira

2016 – O clipe da música 24 horas por segundo (autoria: Mayara Prado) atinge a marca de mais de 1.800.000 views.

2017

2017 – Num dia histórico, um 08 de março, dia internacional da mulher, Roberta Miranda reúne as principais mulheres da música sertaneja em um DVD comemorativo aos seus 30 anos de carreira. DVD e CD vêem coroar a artista que sente ter cumprido uma missão na música sertaneja, depois de tanta luta e tanto preconceito, abrindo caminho para as mulheres num segmento tão machista.

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